E promete, e procede, e progride
Assiste ao outdoor no coração de prédios
Vai, Babel dos povos e nações
Vai ser alguém na vida, em terras de lida, suor e solidão
Pandemônio de holocaustos
Onde submergem seus nativos cativos
Devotos incautos
E pragmáticos sem dogmas
Fugindo do tráfego e do tráfico
Injusta, assusta, quem não acompanha o compasso
De teu samba, teu rock, teu pop hip-hop
No teu leito, o templo de Pan
É templo de Alah, Zeus, de Odin, Tupã,
E de todas as outras tribos que abdicam do penacho
Na transa transcedental de indistinguíveis fêmeas e machos
Condenados à demência que delimita distritos
Onde pretos e pobres não são bem-vindos
Condensados à grande massa anêmica
Do aborto gigante que se ergue
Assanha os céus e a tudo engole
E sapateia a ordem sob teu olhar
De mãe impiedosa no altar
Que é teu por direito, oh deusa Metrópole.
T.S.Siqueira
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