são portas que se fecham.
olhares que se vão.
a mil.
um exorcismo relampejado.
um destratar da criação.
amiúde.
estão dissolvidos no mar os paradoxos.
o ontem e o amanhã em separação.
tácita.
antes um pendor, agora equilíbrio.
não mais arguido na interrogação
taciturna.
é na sangria da violência interna.
guerra forjada no talhar imundo,
absurdo,
que do velho cria-se o novo
e tudo se transforma.
é ansiada (e dolorosa) a liberdade,
mas neste lugar há preço para tudo
desmundo
aqui há circunferências que desenham arestas
ciclos que encontram seu fatal fim.
desmundo
desmandos, desarmes, desastres
fecho a carne e escondo o rosto
outro alguém nascituro
desmundo
t.s.siqueira
domingo, 26 de agosto de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
sábado, 11 de agosto de 2012
meu rumo segue em um barco
ancorado em uma baía de ausências,
uma essência distante onde se afogam meus deslizes.
minha bandeira se prende a um arco
que no alto ostenta as agruras da amargura
e tremula vacilante minhas perversas cicatrizes.
minha vida naufraga em um charco,
vai a se debater no lodaçal de enganos
do tirano instante de mil memórias infelizes.
minhas mágoas cantam um pranto
onde um barco desenhado em lágrimas e giz
atravessa as tormentas de um desastrado oceano.
T.S.Siqueira
ancorado em uma baía de ausências,
uma essência distante onde se afogam meus deslizes.
minha bandeira se prende a um arco
que no alto ostenta as agruras da amargura
e tremula vacilante minhas perversas cicatrizes.
minha vida naufraga em um charco,
vai a se debater no lodaçal de enganos
do tirano instante de mil memórias infelizes.
minhas mágoas cantam um pranto
onde um barco desenhado em lágrimas e giz
atravessa as tormentas de um desastrado oceano.
T.S.Siqueira
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