No charco de respostas inconclusivas
Escuto as vozes deste silêncio que morre em mim
Suspeito de um cerebralismo inato
E acuso a falta de tato
Destes sorrisos insensatos
Que precedem o cadafalso das ilusões
Este eu que não conversa comigo
Neste diálogo inexistente de um existencialismo impuro
Penso e logo desisto
A covardia me impõe seus ritos
Meus amores perecem hirtos
Congestionando o tráfego das solidões
Palavras perdulárias de má fé
Tentam fugir e anunciar meu naufrágio
Mas se resignam ao meu severo adágio
De melancólico pedido de ajuda gutural
De gritos mudos de que alguém me cure deste mal...
T.S.Siqueira
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
terça-feira, 10 de agosto de 2010
triste.
triste é saber que ninguém pode viver de ilusão
que nunca vai ser
nunca vai dar
o sonhador tem que acordar
Tom Jobim
que nunca vai ser
nunca vai dar
o sonhador tem que acordar
Tom Jobim
domingo, 8 de agosto de 2010
Entre o Mar e Eu
Vagalhões, quebrem aos recifes
Quebrem senhores corações cotidianos
E que o mar arrote satisfeito
Os desgostos, dissabores, dissolvido em teu leito
De bardos medíocres e imperfeitos.
Vaguem vagalhões, rogo,
E guiem minhas lágrimas dissolutas,
Nestes vagos, complicados e densos caminhos,
Da fascinante opereta das marés
Ao lodaçal disforme de um convés.
Vagalhões, suntuosos vagamundos,
Afoguem de beleza, engasguem de morte,
Estes vagabundos que sufocam nas praias,
Inebriados pelo cheiro salgado, místico, reconfortante
De utopias navegantes.
Valentes vagalhões, suplico:
Metralhem as costas pesadas, as pulsações covardes,
Quebrem-me as pernas e me façam fênix,
No batismo impuro de olhos salinos e pés sobre a areia
Onde minh'alma corsária passeia.
Choram os vagabundos.
Poetas putrefatos à beira-mar.
[Esta mão, pena de poeta decrépito
Pluma de coroa fúnebre
Esta mão:
Sinto-a em decomposição]
O mar sussura-me os sacrifícios dos tempos,
Sibila saudades, serena-me o peito
E na surdina, surrupia meus sacrossantos segredos.
T.S.Siqueira
Quebrem senhores corações cotidianos
E que o mar arrote satisfeito
Os desgostos, dissabores, dissolvido em teu leito
De bardos medíocres e imperfeitos.
Vaguem vagalhões, rogo,
E guiem minhas lágrimas dissolutas,
Nestes vagos, complicados e densos caminhos,
Da fascinante opereta das marés
Ao lodaçal disforme de um convés.
Vagalhões, suntuosos vagamundos,
Afoguem de beleza, engasguem de morte,
Estes vagabundos que sufocam nas praias,
Inebriados pelo cheiro salgado, místico, reconfortante
De utopias navegantes.
Valentes vagalhões, suplico:
Metralhem as costas pesadas, as pulsações covardes,
Quebrem-me as pernas e me façam fênix,
No batismo impuro de olhos salinos e pés sobre a areia
Onde minh'alma corsária passeia.
Choram os vagabundos.
Poetas putrefatos à beira-mar.
[Esta mão, pena de poeta decrépito
Pluma de coroa fúnebre
Esta mão:
Sinto-a em decomposição]
O mar sussura-me os sacrifícios dos tempos,
Sibila saudades, serena-me o peito
E na surdina, surrupia meus sacrossantos segredos.
T.S.Siqueira
Embarque
Reticente e hesitante. Não é muito do meu agrado exposição exagerada. Aprecio mais o charme que a sensualidade em si (não que os dois estejam necessariamente separados, mas desta maneira é mais clara o entendimento). Por sinal, adoro aquele jogo de esconde-mostra (Ah, Bettie Page, por que morrestes se eternizada em meus sonhos?). Mas o renitente trabalho das mãos pedia espaço, e eu, "Por que não?". Assim, eu não espero reconhecimento, e apenas compartilhar idéias, ideais e trivialidades.
Pt, saudações!
Pt, saudações!
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