sábado, 31 de março de 2012

Encosta sua solidão na minha.
Adoça a linha fria do horizonte.
Você aqui, tempestade passeia longe.
Recosta seus passos pesados
Nesse meu vagar sozinho.
Apaga teu rastro e esquece outros rostos.
Em teu sorriso vago mora meu sorriso bobo,
De enfeitar de flores tua boca
e me dizer colibri.
Decreto primavera sem lei!
Arranca fora esses olhos cansados
Que aqui te entrego os meus.
Nos meus olhos, vê quem eu te vejo, bela,
E sê o verbo que me conjuga
Além deste passado imperfeito.
Vem e descansa sua vida no meu ombro,
Que no tardar do tempo que nos atropela,
O tempo de amar é pouco,
E eu só quero cuidar de você.
Encosta sua solidão na minha
E faz em um, um número par.

                                  T.S.Siqueira

terça-feira, 13 de março de 2012

far away

Un viaggio ha senso solo,
senza ritorno se non in volo, senza fermate nè confini,
solo orizzonti neanche troppo lontani,
io mi prenderò il mio posto
e tu seduto lì al mio fianco,
mi dirai - Destinazione Paradiso.

GRIGNANI

quinta-feira, 8 de março de 2012

[...]Correm os meus dedos longos em versos tristes que invento.
Nem aquilo a que me entrego já me traz contentamento.[...]

R. Fagner

Do destino par

O meu premente desenlace de todo o homem
Perdido está em uma esquina com todo o mundo.
O destino mora agora nas reentrâncias do juízo,
Nas circunstâncias que abalam o precipício,
Da miséria bela em que se desenha o amor.

Mais prosaico que poético,
Meu mundo é loucura e prejuízo.
Pecado, silêncio e resignação.

Desafino atravessado em uma valsa de adeus.
Lúcidas alucinações neste escrever sandeu.
Aventura desvairada em desatino.

Se sozinho e distante, a sorte me conserva,
Nas palmas do fim do espetáculo,
Me embriago em ilusão que me valha.

E se vontade me falta, ou me abandona o tino,
Para levar adiante a cabeça erguida,
Conservo um gosto de vida, um beijo de Deus,
Que todo divino sonho há de combater o travesseiro ateu!
Que para toda solidão há o antídoto do novo!

        T.S.Siqueira