sábado, 16 de março de 2013

ah, se já perdemos a noção da hora...

meu segredo esbarra na barra de sua saia,
não saia de mim assim, não saia,
que quando clareia, minha felicidade repica,
quando no acaso dos teus olhos, meu riso faísca,
o que é amargo brevemente se cura,
espalma essa loucura de dias doentes,
espalha seu perfume, sua pétala nesse lume,
que lhe coroa moça, menina, mulher.

doeu a demora de notar as idiossincrasias serenas,
mas agora, meu ofício de navalha, ponteiro e pena,
descansa na praia sem discursos aflitos,
seus pés descalços a desenhar um poema bonito,
a pôr em em brasa o medo de novos erros,
e o que brota em mim é a teimosia arredia
desse meu "deixa estar" que hoje pede
esse teu alguém para chamar de lar.

viajo em outro estado que me arrebata,
velejo no vão de um oceano você,
há um perfeito conjunto de defeitos,
que o passado passo apressado nem imagina,
meu canto de paz morena, minha menina,
de sorrir obtuso a cada tristeza estreita,
toda beleza no teu jeito de sofrer o mundo
e dizer calada que a vida é desobediência.

troco as pernas na desordem de quem anseia
inundação tranquila a carregar de maré cheia
minha ríspida timidez de sonho alto,
a confundir nossos nomes nas tantas letras
de um infinito de palavras que queima,
e teimo: tão mal o teu mel, em tristes versos,
são cartas roucas sem nenhum endereço,
sem legar adeus à renúncia do "te espero".

t.s.siqueira

quinta-feira, 7 de março de 2013

Eu sou o ouro em seu brasão

Não sou escravo de ninguém,
Ninguém é senhor do meu domínio.
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho,
E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas,
Por Deus nunca me vi tão só,
É a própria fé o que destrói,
Estes são dias desleais.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão.

Legião Urbana - Metal Contra As Nuvens