sábado, 5 de outubro de 2013

moças de maio

o teu arrepio rodopia
gira cabeça e mundo
guarda caminho fundo
trilha de lábios e dedos
de ventre e dos pelos
mapa do rasgo da pele
de tortuosos segredos
paisagem, paragem, miragem,
a mercê de um apelo final
um sol que acorda, acende e arde
e lambe o céu em seu sinal
chama que o corpo desperta
partindo em sua defesa
e aparta as coxas
e encaixa as pernas
a uma presa tesa
abafa um riso baixo
um outro pecado frouxo
eixo a dançar convexo
em anexo ao seu sexo
em murmúrios trêmulos
laçando o silêncio
lançado em ouvidos
num grito indecente
lavrando ruídos
perdidos na noite
a procura da gente.

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