esse nó na minha garganta é que me sufoca.
me estranho, me arranho, me expulso.
repulso.
é que cura não existe.
o mundo não escolhe hora pra explodir
e eu já não posso escolher ficar.
a alma na armadura não é assim tão dura.
mágoas não se apagam com afagos.
há homens menores que suas sombras
e verdades adormecidas não são tão inofensivas.
para toda migalha de paixão
são três fatias de nostalgia, um copo de ácido e um prato cheio de memórias.
é esse mutismo que não há quem compreenda,
essas frases perdidas em páginas coladas
onde não há quem possa ler o que o óbvio esconde.
um pedido de ajuda com uma lâmina atravessada na boca.
um punhal rasgando a língua, uma liberdade violentada e essa metralhadora de clichês.
sou essa nota de rodapé na verborragia de dias de glória.
minha soturna felicidade de margem
meu pé de infinitude na beira
meu rio onde a vida se descasca devagar
com a crueldade de um nó nas cordas em volta do pescoço.
ninguém me disse que seria tão difícil.
t.s.siqueira
Nenhum comentário:
Postar um comentário