No charco de respostas inconclusivas
Escuto as vozes deste silêncio que morre em mim
Suspeito de um cerebralismo inato
E acuso a falta de tato
Destes sorrisos insensatos
Que precedem o cadafalso das ilusões
Este eu que não conversa comigo
Neste diálogo inexistente de um existencialismo impuro
Penso e logo desisto
A covardia me impõe seus ritos
Meus amores perecem hirtos
Congestionando o tráfego das solidões
Palavras perdulárias de má fé
Tentam fugir e anunciar meu naufrágio
Mas se resignam ao meu severo adágio
De melancólico pedido de ajuda gutural
De gritos mudos de que alguém me cure deste mal...
T.S.Siqueira
Nenhum comentário:
Postar um comentário