segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Specchio

No charco de respostas inconclusivas
Escuto as vozes deste silêncio que morre em mim
Suspeito de um cerebralismo inato
E acuso a falta de tato
Destes sorrisos insensatos
Que precedem o cadafalso das ilusões

Este eu que não conversa comigo
Neste diálogo inexistente de um existencialismo impuro
Penso e logo desisto
A covardia me impõe seus ritos
Meus amores perecem hirtos
Congestionando o tráfego das solidões

Palavras perdulárias de má fé
Tentam fugir e anunciar meu naufrágio
Mas se resignam ao meu severo adágio
De melancólico pedido de ajuda gutural
De gritos mudos de que alguém me cure deste mal...

                                      T.S.Siqueira

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