o poema não tem previsão de tempo.
chove sem forma, sem moda, estilo, maneiras
requebra em lama molhada, na terra batida
e assim regenera em todas as gentes um arco
que ilude quem sonha e os medos intimida
nos tímidos e incontáveis corações de beira
dos rios, de riso e pranto, prontos a desaguar
em tanta mágoa fermentada nos charcos,
em tanta água que corre sem certeza de chegar,
no que o peito, sem jeito, refeito desmonta
sem saber se o poema lhe será farol ou barco,
que no mar e no amar há o infinito na ponta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário