sábado, 31 de março de 2012

Encosta sua solidão na minha.
Adoça a linha fria do horizonte.
Você aqui, tempestade passeia longe.
Recosta seus passos pesados
Nesse meu vagar sozinho.
Apaga teu rastro e esquece outros rostos.
Em teu sorriso vago mora meu sorriso bobo,
De enfeitar de flores tua boca
e me dizer colibri.
Decreto primavera sem lei!
Arranca fora esses olhos cansados
Que aqui te entrego os meus.
Nos meus olhos, vê quem eu te vejo, bela,
E sê o verbo que me conjuga
Além deste passado imperfeito.
Vem e descansa sua vida no meu ombro,
Que no tardar do tempo que nos atropela,
O tempo de amar é pouco,
E eu só quero cuidar de você.
Encosta sua solidão na minha
E faz em um, um número par.

                                  T.S.Siqueira

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