Nos duros rochedos onde nos empurra a correnteza da vida,
A delícia que se reserva aos que sonham em crepom
É o dom de afogar-se na tristeza ressurrecta,
Sob a sina de quem se resigna ao fracasso premente,
E assim abandonar o cais, deixando todas ilusões na areia.
É a dádiva de mergulhar ao mar embriagado nos sorrisos da sereia
E nas cambalhotas do destino ver seu barco naufragar,
Que toda mágoa nas águas do mar afunda,
Pra quando restar da sereia somente o triste canto,
Perder-se em um canto qualquer de mundo.
T.S.Siqueira
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