sábado, 3 de dezembro de 2011

o cais das lágrimas

Nos duros rochedos onde nos empurra a correnteza da vida,
A delícia que se reserva aos que sonham em crepom
É o dom de afogar-se na tristeza ressurrecta,
Sob a sina de quem se resigna ao fracasso premente,
E assim abandonar o cais, deixando todas ilusões na areia.

É a dádiva de mergulhar ao mar embriagado nos sorrisos da sereia
E nas cambalhotas do destino ver seu barco naufragar,
Que toda mágoa nas águas do mar afunda,
Pra quando restar da sereia somente o triste canto,
Perder-se em um canto qualquer de mundo.

                       T.S.Siqueira

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