Poesia de sarjeta
Peça um coração aos olhos que te vêem...
E vai!
Vai, poesia! Divaga e desagua lenta
Um pouco de alento
Às silenciosas solidões,
Aos ecos de mentiras sobressalentes
Ilude a nós, os Quixotes de noites bêbadas.
Gira devagar, maquiavélico "moulin rouge"
Esmaga, esmigalha, tritura a memória
Fragmentai-nos, monumental moinho de ventos,
E depois recolha-nos ao intrigante trigal de pensamentos
Que é leito deste lirismo parvo, ó poesia!
Recomponha, reconstitua, reconstrua,
Crescei-me
Elixir de ficções
Soberana de paixões
Meu sereno serendipismo
T.S.Siqueira
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